Gene «supressor» do cancro ligado à fertilidade feminina
Investigadores anunciam que gene há muito ligado com a remissão do cancro, pode desempenhar um papel vital na reprodução humana.
Investigadores anunciam que gene há muito ligado com a remissão do cancro, pode desempenhar um papel vital na reprodução humana.
Experiências com ratos mostraram que as fémeas sem o gene p53, tinham uma taxa menor de implantação de embriões no útero, neos hipóteses de engravidar, e quando concebiam, a ninhada era menor. A falta do mesmo gene não afectou no entanto, os machos.
«Esta é uma fabulosa nova funcionalidade para um gene que toda a gente pensava saber o que fazia» disse o líder da investigação, Arnold J. Levine, professor no Institute for Advance Study. Levine acrescentou ainda que «este é um gene que não só previne o cancro, mas que também cuida do nosso genoma para que desenvolvamos normalmente».
O gene p53 responde a uma variedade de situações, como a radiação, em que permite que esta proteja as células contra o cancro, explicou Levine. Acrescentou no entanto, «descobrimos, por acaso, as funções normais do p53 no útero das fémeas».
«Ainda não são conhecidas as implicações para os humanos» disse Levine. Estão já a ser desenvolvidos medicamentos que ajudam a acção do p53 ou que bloqueiam as formas defeituosas do gene.
Algumas destas drogas podem, segundo um dos investigadores, ajudar as mulheres a conceber, melhorando a função do p53 no útero. «Alguns desses medicamentos podem resultar em contraceptivos, bloqueando essa mesma acção do gene», acrescentou.
05-12-2007


